Praça da Juventude entregue ao descaso

Imagens: José Dilson

Há poucos meses de completar dois anos de existência, a Praça da Juventude vive momento de abandono e tremendo descaso da Prefeitura Municipal, responsável pela sua construção e administração. Recursos federais beirando à casa de R$ 1,5 mi foram usados para transformar o lugar em local de lazer, práticas esportivas diversas, etc.

A beleza da praça é elogiada por todos que passam pela Rua Élson Torres de Aquino, - acesso principal para o lugar, o espaço provoca choque e decepção aqueles que resolvem andar pelo local, praticar atividades esportivas, enfim, usar suas instalações.

É incrível como um espaço público tão bonito e cheio de opções para práticas esportivas, conversa de fim de tarde, passeio com a família, recreação com crianças é degradado em tão pouco espaço de tempo.

É bem verdade que a deseducação de muita gente tem contribuído para que isso aconteça. Mas, também, a ausência do Poder Público Municipal é fator preponderante para que isso aconteça; pois, a ausência de vigilantes, isso mesmo..., vigilantes, para cobrir uma área tão grande que jamais um único guarda poderia dar conta, principalmente, pela falta de preparação desses servidores públicos e, ao mesmo tempo, zeladores, só facilita a ação dos vândalos.

Este repórter é frequentador assíduo do espaço, onde pratica caminhada e joga futebol com a galera, conversa com os moradores, pois no local existem várias residências e estabelecimentos comerciais particulares, além de observar toda a movimentação no seu entorno.

Além de interligar a Rua Élson Torres com a Av. Rui Barbosa e Rua Major Antonino, encurtando o caminho para as pessoas que usam essas vertentes para chegar mais rápido ao trabalho, casa, bares, comércio, à Praça Duque de Caxias, entre outros.

Esta praça já foi objeto de reportagem deste site e, agora, volta a sê-lo novamente, pois várias das denúncias da matéria anterior nunca foram devidamente apuradas, pois, as mazelas denunciadas com provas fotográficas nunca foram reparadas.

Como exemplo do descaso foi citado alguns itens: caixas de energia, sem tampa, que abrigam os reatores das lâmpadas que continuam expostos e acumulam lixo e água da chuva; refletores queimados ou energizados em contato direto com o solo, caixas de areia da quadra de vôlei e aparelhos para ginástica cheias de pedras, pedaços de reboco, pedaços de madeira que colocam em risco a integridade física das pessoas; além de servir de local para onde donos de cães levam seus animais para fazer necessidade fisiológica.

Aliás, as caixas de areia, onde crianças brincam, normalmente são usadas por cães e expostas às fezes desses animais que provocam os mais diversos tipos de doenças: verminose, micose e calazar, esta, a pior de todas, que pode levar a pessoa que a contrai a óbito.

Os canteiros gramados também estão sendo usados como locais de depósito de ‘caca’ de cachorro, como mostra a fotografia. No muro do fundo das casas residenciais com frente para a Rua Élson Torres, próximo à quadra de vôlei, o mau cheiro que exala causa a impressão de que no local existe um chiqueiro de porcos daqueles bem antigos.

Os banheiros... arrrggggh!... que coisa mais vergonhosa! Não sei como algumas pessoas ainda têm a coragem de usá-los. Sujos, imundos, vasos sanitários quebrados e sem descarga funcionando; sem portas, sem papel higiênico; paredes rabiscadas com expressões impublicáveis; pias sujas e torneiras que não sai água, pois estão quebradas.

Se o usuário da praça estiver disposto a usar o banheiro, não o faça se estiver calçando sandália ou um calçado de lona, pois, com certeza sairá com os pés molhados pela lâmina de água contaminada acumulada no chão, fruto dos diversos vazamentos de água no local.

Galhos secos que se desprenderam de alguns pés de eucalipto estão pendurados e podem cair na cabeça de alguém que circula pelo local. Vários vasos que outrora ostentavam plantas decorativas verdes e floridas agora estão vazios e as plantas secas.

Na calçada reservada para pedestre, bicicleta, motocicleta, moto carrocinha circulam normalmente. Em alguns casos até com velocidade excessiva, o que coloca em risco a integridade física dos transeuntes, adultos, idosos e crianças que moram no local e podem sair de dentro de casa de maneira repentina e sem observar o movimento do lado de fora.

Na quadra de futebol society, há quase um mês fechada para pequenos reparos no piso, o que se vê atualmente, no lugar de uma bola rolando são pedaços de tijolos, pedras e mangas podres atiradas indevidamente por quem jamais deveria ou, talvez, incentivado pela ausência de vigilância. As hastes de fixação das traves estão quebradas e a rede superior carente de esticadores, já está tomando formato de abóbada.

Pensa que os problemas pararam por aqui?... Ledo engano. Agora, vem a denúncia mais grave: os moradores e frequentadores da praça se queixam dos palavrões de alguns desportistas mal educados; dos usuários de drogas que estão tomando conta do lugar; de grupos de jovens que ocupam o lado de baixo onde estão os pés de hibisco, próximo à quadra de skate, onde a iluminação precária facilita a prática e comportamento de atos condenáveis publicamente.

“Passe aqui, por volta de 21h e 22h, para você ver o que acontece?... O ‘rolo’ é muito grande, inclusive com a presença de jovens menores de 18 anos”, queixaram-se alguns moradores.

Espera-se que o Poder Público Municipal e as autoridades competentes responsáveis pela manutenção e preservação do patrimônio público, da ordem pública, possam adotar medidas cabíveis para que a praça volte a ser o local de lazer das famílias, como nos meses iniciais de sua inauguração.

Afinal, a praça é do povo; é um patrimônio que custou muito dinheiro público e não pode ficar sem manutenção, zelo, ordem pública.

Veja outras imagens do local.
 





 












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