Pancada de chuva causa inundação em alguns pontos da cidade

Atualizado em 10/03/2018 - Fotos: José Dilson Pinheiro/euclidaesdacunha.com
O forte calor que ultimamente tem causado desconforto aos euclidenses, poderá diminuir, a partir da tarde desta sexta-feira (09), quando um aguaceiro que durou cerca de 50 min, desabou sobre a cidade, depois de também ter caído no meio rural, no entorno da cidade. Com o termômetro assinalando 30°C, por volta das 13h, os primeiros sinais de chuva apareceram, quando nuvens escuras davam sinais de que, desta vez, diferente de outros dias, quando os institutos de meteorologia anunciavam pancadas de chuva, que não se confirmavam, os primeiros pingos começavam a chegar à cidade.
 
Desprovida de um sistema de escoamento e contenção de água pluvial, Euclides da Cunha, há décadas, sofre com os alagamentos em locais que já deviam ter o problema   resolvido, desde que a região do bairro Nova América, onde existia um açude conhecido como “açude velho”, construído para armazenar água usada no combate à seca, num período em que não existia o sistema de abastecimento do sistema de adutora Caimbé, foi aterrado.
Quem conhece bem a cidade sabe, perfeitamente, que a maior parte da água pluvial que chega ao centro da cidade é proveniente das partes mais altas (Rua da Repetidora, Bairro do Dengo, Rua Monte Santo), que correm pela Rua Joaquim Santana Lima, Praça Duque de Caxias, onde se divide com a Praça da Bandeira, segue pela Rua Luiz Santana Lima, indo se juntar às Ruas Oliveira Brito, Otavio Mangabeira, Maria Quitéria e vão desaguar no leito do açude velho, que também recebe parte da enxurrada da Av. Cel. Almerindo Rehem, a partir da confluência com a Rua Benjamin Constant e parte do Bairro Nova América; além de o enorme volume de água que passa belo Bairro da Bela Vista, por onde corre um antigo riacho temporário que recebe água de tanques e até de uma barragem próxima da Rua Monte Santo e corta as Ruas Dr. Humberto Freire e Jerônimo Abreu, passando pela Baixa do Vedor.
 
Ao chegar à parte mais baixa e plana, as águas se espalham e até invadem residências e comércios construídos por pessoas sem conhecimento da situação geográfica do terreno, sua história, risco iminente de inundação e, sobretudo, a conivência de prefeitos que liberaram licença para construção dos atuais imóveis existentes na área, inclusive em área pública, ou próxima ao sumidouro existente no local, sem que houvesse fiscalização por parte das autoridades responsáveis.
A imprudência dessas pessoas que, propositadamente ou por desconhecimento da real situação: terreno, passagem de água em grande volume no período de chuva de trovoada, tem causado prejuízo e desconforto, pois o risco de que esses imóveis serão invadidos pela água, é real.
 
Esta, não é a primeira reportagem que o Site euclidesdacunha.com faz sobre o desconforto e preocupação que fortes pancadas de chuva causam à população desses locais e pontos por onde passam as águas e formam grande volume que, sem um sistema de escoamento eficiente, prejudica a mobilidade da cidade. Acho que as autoridades responsáveis deveriam elaborar um projeto de drenagem e escoamento das águas que se acumulam nas áreas citadas, com a construção de um canal de escoamento, nos moldes do que existe na Av. Apromiano Campos, que tem absorvido, satisfatoriamente, todo o volume de água que corre naquela área que margeia a referida avenida, pelo lado direito no sentido sul. 
Certamente, vai facilitar o escoamento da água e reduzir bastante o risco de inundação em todas as áreas citadas, inclusive, evitando-se prejuízos aos moradores, comerciantes, proprietários de oficinas mecânicas, tornearia e depósitos para armazenamento de mercadorias perecíveis, fato que se repete toda vez que chove forte na cidade, principalmente, neste período de chuva de trovoada. 
Enquanto ações afirmativas não são desenvolvidas, o jeito é adotar medidas preventivas para evitar prejuízo com a perda de mercadorias, equipamentos, ferramentas, etc., até que apareça um gestor público disposto a resolver o problema, “promessa de prefeitos, que se arrastam desde 1982”, disse uma moradora do local, indignada com os prejuízos que já sofrera.

 

Publicado em: http://www.euclidesdacunha.comnews/print/id/2361